Grita, esperneia o corpo
Segura firme a emoção
Nas tuas preces vãs
Sinto o vómito
Em teu desespero…
Não apagues sorrisos
Grita ao vento
O descontentamento.
Respira o aroma do mar
Absorve o brilho
Em todas as estrelas
Numa noite de luar.
Solta as amarras,
Que te prendem
Sorrisos amargos
Navega nos meus
Que te farão soltar
Nos quais soltarás o riso
Temido contentamento
Na alegria do meu gritar
Vamos amar o tempo
Em nosso pleno abraçar
Depois de soltares o grito
Que te farão dentro de ti
Num intenso apaixonar...
Por este doido de morte!
Dentro deste meu silêncio, oiço o teu respirar A noite inquieta-te os sentidos da solidão E os desejos levantam-se p’ra te libertar Apago a luz, só p’ra te ver na escuridão.
Escrevo versos em cima desta fantasia Só para despertar a alma dentro da poesia Onde a madrugada se despe da luz apagada Escrita na solidão da mão que a contagia…
Sinto-me vagabundo nestas palavras ocas E desço até aos confins da minha loucura Oiço as tuas lágrimas a gritar no meu peito E a madrugada adormeceu nos teus braços.
Despertas o corpo, adormeces-me os sentidos E fico sozinho quando o silêncio cai da noite … Os fantasmas trazem-me de volta o teu corpo Acompanhas-me nas noites p’ra não ficar louco.
E nasce um vagabundo dentro do meu corpo Liberta-se espaço em mim p’ra ir a teu encontro Esse nosso caminho jamais será o infinito Quebraste apenas, o silêncio com os teus gritos