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Correr riscos reais, além de me apavorar não é por medo que eu sinta excessivamente - perturba-me a perfeita atenção das minhas sensações, o que me incomoda e me despersonaliza - Todos os textos ou poesia expostos são inéditos e pessoais, sempre que ocorra o contrário, será mencionado o seu autor.
 
maio 16, 2009
O doido e a morte

Grita, esperneia o corpo
Segura firme a emoção
Nas tuas preces vãs
Sinto o vómito
Em teu desespero…
Não apagues sorrisos
Grita ao vento
O descontentamento.
Respira o aroma do mar
Absorve o brilho
Em todas as estrelas
Numa noite de luar.
Solta as amarras,
Que te prendem
Sorrisos amargos
Navega nos meus
Que te farão soltar
Nos quais soltarás o riso
Temido contentamento
Na alegria do meu gritar
Vamos amar o tempo
Em nosso pleno abraçar
Depois de soltares o grito
Que te farão dentro de ti
Num intenso apaixonar...
Por este doido de morte!

Andy More 15.05.09 – 23h55


Autor ® Friedrich | em 08:16 PM | Opina (1)
outubro 13, 2008
(...) NOITES

moon_andy

Noite longa



Deixa-me amar-te em silêncio
P’ra não me ouvires na minha dor
Mesmo que não me vejas ou oiças
Eu nunca, te sentirei distante…

Porque te sinto no silêncio da noite
Dentro da incessante melancolia
Num corpo já dorido pela ausência
Por te sentir sempre presente…

Nas horas longas e frias da noite
A voz calará o silêncio da razão
Neste corpo já vazio e distante
Por não saber sentir este coração…


Andy More -11 Out 2008 - 15h12



Autor ® Friedrich | em 03:39 AM | Opina (0)
junho 17, 2008
Gritos da madrugada


Dentro deste meu silêncio, oiço o teu respirar
A noite inquieta-te os sentidos da solidão
E os desejos levantam-se p’ra te libertar
Apago a luz, só p’ra te ver na escuridão.

Escrevo versos em cima desta fantasia
Só para despertar a alma dentro da poesia
Onde a madrugada se despe da luz apagada
Escrita na solidão da mão que a contagia…

Sinto-me vagabundo nestas palavras ocas
E desço até aos confins da minha loucura
Oiço as tuas lágrimas a gritar no meu peito
E a madrugada adormeceu nos teus braços.

Despertas o corpo, adormeces-me os sentidos
E fico sozinho quando o silêncio cai da noite …
Os fantasmas trazem-me de volta o teu corpo
Acompanhas-me nas noites p’ra não ficar louco.

E nasce um vagabundo dentro do meu corpo
Liberta-se espaço em mim p’ra ir a teu encontro
Esse nosso caminho jamais será o infinito
Quebraste apenas, o silêncio com os teus gritos


Penso

Autor ® Friedrich | em 01:46 AM | Opina (8)
outubro 24, 2007
Fariseu



Vida vazia, oca e desumana
Amargurada, quase sentida
Na hora da descoberta
Ou da chegada despedida
Quase o sol se afrouxou
E a sua luz se apagou
Pela desmedida tristeza...
E a lua se envergonhou
Mas foi nesta noite fria
A solidão quase absolvia
E procurava na água benta
Naquela mesa que se senta
Ou no pé que a equilibra
Na desmedida absolvição
Mas ainda havia o perdão
Numa chegada ressurreição
Da sua desgraçada vida
Que as bruxas, perseguiu
Desde noite até ser dia
Há chegada de Fariseu
Na hora da sua despedida
Nesta estória dolo, endiabrada
A tristeza fria, se empalideceu
Sol nas lágrimas, não aqueceu
Porque a seguir a ti, seria eu...



Autor ® Friedrich | em 04:40 PM | Opina (7)
setembro 05, 2007
Carícias dos sonhos...



O desvairo da perdição
no crepúsculo da vida
abraçado pela emoção
numa sensação desmedida

Faz-me cair a tristeza
reciclando a minha solidão
no caminho da destreza
até levanto os pés do chão

O sonho, do mais puro carinho
refugia-se nesta oca realidade
voando quase sempre baixinho
no centro desta minha cidade

Quero sempre voar mais alto
dum pensamento em efusão
de asas bem abertas ao vento
liberta-se toda esta emoção...



Autor ® Friedrich | em 05:58 PM | Opina (3)
julho 27, 2007
Lição de "amor"...


Aprendi,  sem querer aprender...
Que...
Aprendi a seduzir uma mulher
quando ela despia, calmamente...

A sua combinação de seda
vi como ela se deslizava
docemente na sua pele...
de forma, quase sem lhe tocar...

Aprendi que era assim,
que ela, se encrespava...

Que ela desejava ser tocada
acariciada pelas minhas mãos
como se lhe tocassem na alma
dilacerando-lhe o coração
depositada naquela sensação.

Bastava pegar-lhe na mão
lamber-lhe com a ponta da língua
a reentrância dos seus dedos
dentro da sua mão, e declinava-a...

Ela perder-se-ia ao seu desejo
entregando-me todo o seu corpo
na emergente e simples consumação
como que, nascia dentro da alma...

Toda aquela sua rendição
entregue aos seus sentidos
o corpo não resiste à tentação
e isto, não é apenas sedução...

É arte, é pura magia!

É a luxúria do próprio prazer
numa simples virginal harmonia
vociferando todo o seu corpo
rendido, à mais pura sensação...

Ela diz não...
Não...Não!
Eu digo sim...
Sim...Sim!
À nossa louca união...

Num fechar d'olhos
ela, suspira bem arreigada
seus olhos brilhavam
sua pele parecia sedada

Então percebi, toda a combinação,
como ela, desejava ser acariciada.
Tocada, beijada e amada!..



Autor ® Friedrich | em 05:21 PM | Opina (4)
julho 21, 2007
Corpo no olhar...




Olho ao longe o teu corpo
longe dos meus olhares
estendida na a areia, nua
como se esperasses por mim.

Na cabeça, uma linda rosa
a condizer, como devia ser...
como eu gostava de a ver.

A luz tinha-lhe fugido
no brilho do seu corpo
salpicos de gotas d'água
que, iam-se evaporando.

No calor desse corpo esbelto
o vento estava mais sereno
acariciava-lhe somente a pele
havia suplica no seu olhar...

E ela deitada, arrepiava-se
só de o sentir por perto...
o mar que a desejava tanto
abraçá-la e beijar-lhe a pele
e o vento soprava a chorar...


Mulher azul e mar

Autor ® Friedrich | em 04:16 PM | Opina (3)
julho 08, 2007
Repleto

Olhei para o céu, tentando perceber nos mistérios que ele esconde. Desisti, eu sou demasiado insignificante... Fiquei a pensar nas estrelas, fiz uma carícia na face da lua, que estava cheia, pensava na poesia... e nas palavras, como a tolerância do sonho. Adormeci repleto!


Autor ® Friedrich | em 07:49 PM | Opina (5)
junho 29, 2007
Corpo Celeste



O sol brilha no teu olhar
seca as tuas lágrimas
acabrunhou a tua pele
por tanto pecar no amar

A lua fixada no teu olhar
tem fases p'ra te beijar
fases p'ra te esquecer
outras tantas p'ra chorar

O Sol aquece o teu corpo
a Lua arrefece a tua pele
as estrelas que olham p'ra ti
esquecem que ainda há luar...

Neste imenso Universo
entre as nebulosas franjas
numa evolução estelar
corpo celeste do meu amar!


Autor ® Friedrich | em 01:29 PM | Opina (2)
junho 13, 2007
Olhar!

imagecooler.com



De que vale sentir
o delírio dos olhos
se eles se fecham
quando os lábios
se trocam em beijos...

Autor ® Friedrich | em 07:49 PM | Opina (3)
junho 04, 2007
Valor das virtudes...



Debruço-me sobre mim,
E sinto o medo do vento
Medo, de cair no abismo
Dessa envergonhada loucura
Onde a nossa  inconstância
É apenas uma circunstância
Nessa presença nublada
Que nos devoram sem limites
E nos desordena a nossa razão...
Dos mistérios em punição
Que derriba a incongruência
Desatinada entre o bem e o mal

As virtudes humanas
são como pérolas, raras!..


Autor ® Friedrich | em 03:12 AM | Opina (2)
maio 21, 2007
Olhares inquietos


Receie virgens inocentes e roliças 
em almejar a pureza duma volúpia,
preveni nuas donzelas irrequietas
ameaças da minha desgovernação.

Fui arrastado por essa sua beleza
na desfloração de puras donzelas 
desgastado pela pureza da sedução
deitar-lhes no olhar a relativa cobiça 

Acariciei seios nédios e lascivos
entre os lábios ávidos humedecidos 
e penetrei-as por trás numa loucura
sem o menor cepticismo na intenção...

Provocado pela desgovernada tesão
preveni estéreis e lésbicas insatisfeitas
que provocam nuas os homens p'la rua
na sedução, cada olhar é uma ternura,
mas o corpo não resiste há tentação!



Autor ® Friedrich | em 06:37 PM | Opina (1)
maio 04, 2007
Falta tempo...



Já não tenho o mesmo tempo
falta-me ter outra vontade
aquela que tivera outrora
a inspiração exaura no tempo.

Nessa mesma abundância
da minha velhice anunciada
dessa poesia nua indesejada
sobrando à prosa da vida
doutro capítulo já encerrado.

No cabelo branco aparecido,
nasce apenas o meu cansaço
como a despedida antecipada
que abandona a minha energia
dessa juventude tão desejada

Sinto-me demasiado sério
sobejamente consciencioso
sinto-me apenas preguiçoso
para começar tudo de novo...

Autor ® Friedrich | em 02:53 AM | Opina (0)
março 29, 2007
Misterioso sentir...


Não posso dizer-te o que agora penso
sob falsas prerrogativas da minha ilusão
nesta fantasia, que nos aglutina o senso,
sujeitados aos efeitos da nossa traição.

Serei apenas a voz da minha consciência
no arrastar quase sintético das palavras
que vou compondo nesta minha sã demência
apanágio dessas doutrinas desgovernadas.

Na visão oblíqua de espelhos transparentes
partidos em mil pedaços nessas penitências
que nos afundam em tristezas descrentes.

Assolam-me todas distorcidas essas ideias
rasgam-me palavras em metáforas insidiosas
numa luz fustigando o olhar em mistérios...


Autor ® Friedrich | em 06:48 PM | Opina (9)
março 18, 2007
Frases inacabadas...



Nos sentimentos vadios
das palavras dispersas
no corpo desta poesia
fui criando simples ilusões

Nesses despertados sonhos
que agarras e crias tristezas
na solidão de cada dia
que tens por companhia...

No calor de cada palavra
que aquece teu coração
em noites escuras e frias
como pura arte e magia

Nunca abandones o sonho
ele não é, apenas a tua fantasia
nesse teu corpo fragilizado
pelas desilusões de cada dia
ele fortalece-te, dá-te energia

Amor, paixões e desilusões
são sinónimos da própria vida
nessa esperança quase vã
é que nasce o sol, em cada manhã...

Abre sempre a janela da tua alma
deixa entrar livremente o sol
que enriquecerá o conhecimento
no equinócio dos sentimentos
dessa tristeza onde nasce a alegria...



O primeiro post deste blog nasceu neste dia, sem sequer saber, no que nele poria. Passaram depressa estes dois anos, nele, fui construindo palavras sobre palavras nesta minha poesia, fraca e despretensiosa, mas com a verdade das palavras que sentia em cada momento e certamente com alguma nostalgia, que, possivelmente, quereria ser um simples poeta, apenas por um dia... Cresci interiormente mais dois anos e envelheci sem me aperceber como este tempo passou depressa sem chegar a poeta algum dia...

Autor ® Friedrich | em 05:28 PM | Opina (5)
março 05, 2007
Metamorfoses


Transformo a magia dos meus sonhos
nas tuas hipnóticas e sublimes realidades
rasgo as mil folhas desse livro sombrio
que ainda irei escrever a duas mãos...

Agarro-me ferozmente a pensamentos
que valorizam a certeza do meu viver
e que nunca deixará morrer o sonho
denunciado nessas realidades distantes

Procuramo-nos na insistente loucura
entre as brumas dos nossos sonhos
mais além, estão calmos e adormecidos
e fingimos suportar a dor dessa ausência
entre as lágrimas do corpo em desespero

A realidade é feita dos nossos sonhos
nesses avanços e recuos, algo  perdidos
que tentamos alimentar, senão definhamos
nas presentes incertezas desse sonho
que nos alimenta, nesta paixão de viver...


Autor ® Friedrich | em 02:21 AM | Opina (2)
fevereiro 23, 2007
Espera sem fim...


A felicidade chega devagar
a cada instante da nossa vida
os sonhos tornam-se reais
ao compasso de cada dia

Sinto a falta do teu corpo
a cada segundo que passa
preciso do teu abraço
para o resto da minha vida..

Os meus dias são passados
pensando unicamente em ti...
os meus sonhos são formados
com o teu rosto dentro de mim..

Conto cada noite que passa
conto cada dia atrás de ti
conto as manhas quentes e frias
sinto que os dias não passam
apenas são, saudades que crias

Olho para dentro do sonho
algo que me possa agarrar
sempre que ao meu lado
no momento não possas estar...

Acalmo então a minha dor
e chega devagar aquele dia
o dia porque sempre esperei
toda a minha vida te aguardei
com todo este meu calor...
labos.jpg

Autor ® Friedrich | em 04:28 PM | Opina (8)

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